21 de agosto de 2011

Estimule a fala e linguagem em desenvolvimento

Quando vc conversa com seu filho vc dá continuidade ao que ele diz ou vc espera que ele fale cada vez mais?
As primeiras palavras de uma criança surgem por volta de um ano de idade. São palavras isoladas mas que querem revelar muitas coisas.
Uma palavrinha como "neném", pode ser dita por vários motivos: mostrar, compartilhar um interesse, pedir um boneco... E é neste instante que os pais, muitas vezes, perdem a , oportunidade de estimular. Como?
Quando a criança fala a palavra geralmente o adulto confirma o que a criança falou e diz: "É!! O neném". Logo depois ele dá o boneco para a criança. Na esperança e empolgação de ver a criança pronunciar as pprimeiras palavras, o adulto pede para a criança repetir várias vezes o que ela disse e faz perguntas: "o que é isso" e acriança diz neném.
Eu entendo que o adulto atendeu um pedido ao entregar o boneco ou confirmou para a criança que ela foi entendida, ou demonsgtrou muiita alegria ao ver a criança falar. Isso tudo é muito importante!!! faça isso também, mas não só isso, ok?
É preciso expandir a conversa, somente repetir o que a criança diz não ensina novas palavras, não dá continuidade ao diálogo.
O diálogo é parte fundamental das interações sociais e comunicativas. Abrange o desenvolvimento de lingaugem, a construção de frases e o aumento de vocabulário.
A criança ainda fala pouco mas entende muita coisa, por isso os pais têm o papel de mostrar novas palavras que podem ser reproduzidas. Expanda o diálogo!
Aqui vão algumas dicas para expandir o diálogo:
Se a criança disse uma palavra é porque ela já sabe esta palavra. Não repita. Insira a palavra numa frase curta com alguma informação adicional. - Neném.

- É! O neném é da Ana.

... Diminua o número de perguntas do tipo "o que é isso?", quando criança já aprendeu a palavra. Comece a fazer perguntas simples usando a mesma palavra (que ela já sabe) ou dê comandos adicionando palavras novas (que ela deve apprender).

- Que bonito! Tira o neném da caixa!

...

Incentive o faz de conta, que é uma brincadeira que estimula linguagem e permite muito diálogo.

- Faça o neném dormir.

- Coloque o neném na cama.

...

Adicione palavras fáceis de repetir ou sons onomatopáicos.

- O neném ri. Hahaha

...

Trabalhe os turnos do diálogo (uma vez a criança e outra vc). Fale uma coisa de cada vez, permita respostas. Não dê várias informações ao mesmo tempo. A linguagem da criança está em construção e quando vc usa muitas palavras que a criança não conhece, a comunicação é rompida.

Se vc aumenta o que a criança compreende, vc dá muito mais possibilidades para que a criança se expresse.

Boa conversa!!!

11 de março de 2011

Um pouquinho sobre a WISC-R

A Wisc-R pertence à série de escalas para a medida da inteligência elaborada por Wechler. É considerada um dos testes mais legítimos para avaliação das potencialidades intelectivas, entre 6 e os 16 anos, e um instrumento clínico e diagnóstico válido também para a avaliação educativa, das habilidades de aprendizagem e de outras habilidades. A WISC-R compreende 12 provas - 6 pertencentes a escala verbal e 6 à escala de performance. A escala verbal avalia a capacidade de resolver problemas cognitivos propostos em forma verbal e é composta pelos subtestes:
  • informação
  • semelhanças
  • aritmética
  • vocabulário
  • compreensão
  • memória de algarismos
A escala de performance, ao contrário, avalia a habilidade de resolução de problemas cognitivos propostos de maneira visível mediante objetos ou figuras, e é composta dos seguintes subtestes:
  • completar figuras
  • arranjo de figuras
  • armar objetos
  • códigos
  • cubos
  • procurar símbolos
  • labitintos
Quando as crianças apresentam graves distúrbios de linguagem, chegando até mesmo à sua ausência, são usadas outras escalas, completamente não verbais.
Bibliografia: Marcheschi, M., Panner, P., Retardo mental - uma deficiência a ser compreendida. Ed Paulinas, 2008
(Capítulo 5)
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Algumas pessoas acreditam que tais testes sejam rótulos.
Eu, Priscila, discordo. Não acho que é rótulo e nem rotulo ninguém a partir de um teste.
Tenho vários argumentos e sentimentos acerca disto:
Eu uso o diagnóstico apenas para nortear o meu trabalho. Gosto de trabalhar sabendo "onde estou e para onde vou".
Lido com crianças, e as suas famílias, olhando a diferença que ali existe, apenas, como um modo de ser. Respeito isso.
Rótulos só atrapalham!
É difícil entender porque as pessoas rotulam... Na tentativa de compreender, só me resta imaginar que o rótulo pode surgir diante dos olhos do NÃO especialista. Quem adquire conhecimentos se conscientiza e por isso não rotula ninguém.
Hoje, temos muitas informações e pesquisas científicas. Todo esse conhecimento científico está aí, para que a gente tenha discernimento e para usá-lo no tratamento da criança, em prol dela.
Digo a quem rotula: Tenha cuidado! O rótulo pode ser um mau uso do conhecimento.