5 de abril de 2015

Estimulação da linguagem com brinquedos

Não é raro alguém me perguntar quais são os brinquedos mais apropriados para a idade da criança e quais são os brinquedos que mais estimulam linguagem.
Descobrir quais são brinquedos mais apropriados para idade é moleza. Há inúmeras listas aqui na internet, e ao pesquisar sobre as fases do desenvolvimento você facilmente pode relacionar os brinquedos a elas ao dar uma voltinha na loja de brinquedos.
Agora, responder quais os brinquedos que mais estimulam a linguagem preciso explicar mais um pouquinho.
Então vamos às dicas:
Comece pensando que os brinquedos são ferramentas valiosas, mas apenas ferramentas. O uso que se faz dele é o que realmente é chamado de estímulo. Assim, uma brincadeira que estimula é aquela realizada em conjunto, direcionada e não sozinha.
O adulto precisa ter em mente que ele é fundamental no aprendizado. A interação motiva e faz com que a criança aprenda por observação e por estar sendo constantemente desafiada. Brincar sozinho é bom por um lado, mas por outro é apenas  se entreter,  aprimorar o que já se sabe e fazer pequenas descobertas. Brincar junto é descobrir o mundo!
As vezes o brinquedo é óbvio e não chama tanta atenção da criança. Já o que você propõe nunca cai na mesmice, é muito mais divertido, fantasioso e surpreendente! A criança sabe que menos é mais e que ela terá grandes oportunidades ao estar com vc. Não é raro observar que a criança pode ganhar um brinquedo “show” e no final se divertir mais com a caixa.
Quando a criança brinca a gente já sabe que ela busca fazer relações entre os objetos experimentando novidades. E por isso eu pergunto: Por que o tal cesto de brinquedos que mistura tudo no mesmo lugar???
A criança vai espalhar aquilo tudo... vai mexer em um e outro, vai procurar não-sei-o-quê no meio daquela confusão e no final das contas o controle remoto da TV será mais divertido. É ou não é?
Bom o que fazer então?
A linguagem ela se organiza semanticamente, ou seja, ela faz relações com tudo. Se eu disser  “praia”, vc vai lembrar de muitas coisas relacionadas a isso. Quando alguém diz algo, vc se lembra de outra coisa por fazer uma relação. Ou seja, a gente sempre busca fazer relações, dar sentido ao que está ao nosso redor. As crianças estão aprendendo estas relações, por isso não deixe que os estímulos ao redor estejam bagunçados.
O ideal é separar os brinquedos por categorias. Use as prateleiras, gavetas, caixas, cestos e toda a mobília para ajudar nesta separação.
Por exemplo, numa caixa vc pode colocar toda a categoria que envolve carros: posto de gasolina, pista, cones, automóveis, motos e etc. E, se é uma categoria,  por que não juntar outros meios de transportes como avião e bicicleta, carroça?
Assim quando a criança pegar um brinquedos naquela caixa, há maiores chances de estabelecer relação entre eles. Quando se tem um cesto de brinquedos, nem sempre ela acha aquilo que pode se relacionar. Desta forma, a brincadeira fica mais exploratória, utilizando objetos individualmente sem estabelecer as relações semânticas que tanto auxiliam na linguagem.
Caixa de brinquedos de cozinha, de fazenda, de brinquedos sonoros etc. Dá trabalho no início para o adulto mas aos poucos a criança vai se organizar!
O adulto deve encorajar a criança a brincar com aquela categoria e depois guardar. Ela pode até pegar mais de uma caixa de uma vez, desde que ela mesma separe tudo novamente. Guardar nos locais apropriados ajuda na organização semântica.
Para auxiliar neste processo, você pode colocar fotos, ou figuras representativas de cada categoria na frente das caixas ou gavetas. Isso pode auxiliar as crianças a se guiarem tanto para pedir o que querem quanto para guardar.
Com o passar do tempo você vai ver o quão diversificado vai ficar a brincadeira, o quão organizada e cheia de estímulos ela será.
Até você vai se animar a sentar no chão e brincar junto, pois será muito mais interessante!
Faça a arrumação e depois me conte como foi!


3 de abril de 2014

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Dia 02 de Abril foi DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO.
Por isso, o tema foi abordado em diferentes programas na televisão e em outros meios de comunicação.

O RJTV 1a. Edição, abordou aspectos importantes sobre o Autismo.

Marlice Zonzin Abrantes, presidente da APADEM, esclarece aspectos importantes sobre o Autismo e as leis que beneficiam as pessoas com este transtorno.
Numa participação durante a entrevista, eu, Priscila, contribuo respondendo perguntas relacionadas à linguagem.

Vc poderá ver a reportagem na íntegra, clicando no link abaixo.

http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/rjtv-1edicao/videos/t/edicoes/v/autismo-e-tema-de-entrevista-no-rjtv/3255514/

Novamente, agradeço o convite da TV Rio Sul e a atenção do repórter Alysson Costa durante a gravação.
Teve até uma foto dos bastidores, rs.
Espero que gostem!


16 de março de 2014

Agenda de criança lotada (?)

Tempo livre para brincadeiras deve fazer parte da rotina das crianças

Diferente de ter a agenda lotada de atividades, as crianças devem ter tempo para brincar. Esse momento é muito importante, pois com as brincadeiras, os pequenos aprendem a coordenar seus movimentos, a lidar com os anseios e ainda têm a imaginação estimulada.

As brincadeiras devem respeitar a faixa de desenvolvimento e o ritmo de amadurecimento de cada criança e, acima de tudo, ser uma experiência prazerosa.

Preocupados em estimular o desenvolvimento da coordenação motora, muitos pais enchem a agenda dos filhos com atividades como a natação, balé e judô. Essas aulas são mais benéficas se tiverem o intuito de fazer as crianças brincarem, sem a intenção de treiná-las para competições. Os avanços nas atividades podem ocorrer por volta dos seis anos de idade e à medida que a criança apresentar mais capacidade e desenvoltura.

TELEVISÃO DESLIGADA, IMAGINAÇÃO SOLTA !

Controlar o tempo que a criança fica em frente à televisão e oferecer outras alternativas de brincadeiras e passatempos pode ser uma oportunidade para ela usar a imaginação. Confira algumas dicas do que propor à criança quando a televisão estiver desligada :

- Ler ou apenas manusear livros apropriados para a idade dela;
- Brincar de inventar histórias;
- Oferecer brinquedos de montar e desmontar, de diferentes formas, texturas e cores;
- Utilizar jogos de tabuleiro e quebra-cabeças;
- Brincar com massinhas de modelar e outros materiais que deem liberdade para inventar formas;
- Praticar atividades ao ar livre, como pega-pega e brincadeiras com bola.


FONTE : UNIMED CAMPINAS