7 de setembro de 2010
Dislexia e TDAH
Por que os dois quadros se confundem?
A aprendizagem da leitura e escrita e a atenção são habilidades que envolvem unidades funcionais específicas. Tais unidades funcionais apresentam uma grande área de interseção em relação à planificação, programação, síntese, execução, verificação e seqüenciamento de tarefas cognitivas (Ciasca, 2010).
Apesar dessas funções estarem alteradas nos quadro de Dislexia e TDAH, isso não significa que eles sejam sinônimos, pois são disfunções distintas que envolvem áreas funcionais distintas. Alguns critérios de avaliação podem ser considerados como diagnóstico diferencial para os quadros citados acima como, por exemplo:
Tipo de atenção comprometida (sustentada na Dislexia e seletiva e sustentada no TDAH);
a ocorrência obrigatória de dificuldades na linguagem escrita e leitura pra a Dislexia e ocorrência provável no TDAH;
alterações comportamentais no quadro de TDAH presentes desde a pequena infância e alteração comportamental na Dislexia inaugurando-se junto com o fracasso escolar, ou seja, após o ensino formal da leitura/ escrita;
déficit na memória operacional marcado no TDAH pela desatenção e na Dislexia pela dificuldade de decodificação que leva à fadiga e desatenção;
a dificuldade na organização e execução de tarefas que nos disléxicos se manifestam principalmente em relação às tarefas acadêmicas e nos portadores de TDAH acompanha todas as tarefas cotidianas, incluindo as acadêmicas.
Apesar de serem quadros com muitas manifestações semelhantes, os critérios já citados e outros podem ajudar a definir diagnósticos e estratégias de acompanhamento terapêutico. No entanto, quando há uma co-morbidade, essa tarefa torna-se muito difícil para os profissionais e muitas vezes a confirmação de que o indivíduo é portador dos dois transtornos só se confirma após o início de uma intervenção terapêutica onde se pode avaliar a resposta à estimulação realizada.Pela dificuldade apresentada, tais diagnósticos devem ser feitos por uma equipe profissional, pois requerem conhecimento de áreas afins como saúde e educação.
Resumo da palestra apresentada dia 11 de Agosto no auditório da Cruz Vermelha.
Fonoaudiólogas: Mônica Cuiabano e marta Cuiabano.
Evento realizado pela colaboradora de Volta Redonda– AGRADA (Associação e grupode aprendizagem sobre o Déficit de Atenção).
12 de agosto de 2010
Palestra - Agosto 2010
A importância de materiais estruturados
e apoio visual no autismo
Cláudia Moraes Presidente da APADEM – Sócio fundadora da APADEM Membro do Conselho Comunitário Escolar do SEMEIA – Professora – Cursando Pedagogia na UNIRIO Diferentes capacitações em TEACCH e PECs Dia 24 de Agosto de 2010 Horário: 19:00h às 20:30h Local: Shopping 33 - Volta Redonda Investimento: R$ 15,00 (quinze reais) por pessoa. Inscrições: fonofelix@gmail.com Organização: Priscila Felix Conheça mais sobre a APADEM (Associação de pais e amigos do Deficiente Mental – com foco no Autismo) http://www.apadem.blogspot.com/
9 de agosto de 2010
Teste da orelhinha, agora é obrigatório em todo país
Teste da Orelhinha já é obrigatório em todo o país
Como o Dialogando 306 antecipou, o Projeto de Lei Nº 64/2004, que torna obrigatório o teste de Emissões Otoacústicas Evocadas, agora é lei e vale para todo o país. A Lei Federal Nº 12.303/2010 foi sancionada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no DOU em 3 de agosto. A realização gratuita da triagem auditiva neonatal, conhecida como Teste da Orelhinha, passa a ser obrigatória em todos os bebês nascidos em hospitais e maternidades. A proposta inicial foi do então deputado e hoje senador Inácio Arruda (PC do B-CE), com o PL 3.842/97. Espera-se que a realidade que tínhamos até agora, onde, segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), apenas de 5% a 10% da população brasileira de recém-nascidos faziam a triagem auditiva durante o ano, mude com rapidez e eficiência.
(Fonte: site CFFa)
O teste da orelhinha consegue detectar perdas auditivas em recém-nascidos e assim, o tratamento pode ser realizado desde cedo a a criança tem muitos ganhos no seu desenvolvimento.
Cabe ressaltar que a colocação da prótese auditiva no primeiro ano de vida é fundamental para o desenvolvimento de linguagem da criança deficiente auditiva.
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